domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Grande Amiga

A GRANDE AMIGA

Andando por uma rua esbarrei numa mulher cansada
Parecia curvada com sua bagagem pesada.
Pensei comigo: Pobre mulher Vou dar-lhe uma ajuda!
Quando cheguei perto dela fiquei admirada:

Tinha uma energia vibrante e os olhos cheios de luz.
Com sensação de dúvida ofereci-lhe os meus préstimos,
Timidamente disse-lhe que só queria ajudá-la
A carregar-lhe a bagagem pesada.

A mulher deu uma gargalhada alegre e despojada,
Isso mexeu com meus brios, deixou-me indignada!
Bem feito para mim, por interferir na vida de quem passa.
A mulher então me disse: – è você quem precisa de ajuda,

Não me reconhece? Dou-lhe coragem em seus medos,
consolo-lhe em suas aflições, lhe tanquilizo em seus receios,
Estou sempre presente mesmo quando não sou chamada
Em todos os momentos de sua vida atribulada,



Sou sua companheira fiel nos festejos e nas andanças,
Digo-lhe verdades verdadeiras, quando delas precisa ouvir
Sou eu quem lhe abraça quando da solidão é você a escolhida,
Mesmo consciente de que sou a última em sua lembrança.


Escuto-lhe sem falar de mim, com paciência e atenção,
Seus sucessos, seus fracasso, suas coisas do coração.
Estou sempre ao seu lado procurando lhe compreender,
Tem sempre meu ombro amigo para extravasar suas emoções

Socorro-lhe em seu momento de angústia vibro com suas vitórias
Se me vir curvada é sua bagagem que carrego comigo,
Por isso, não posso dividir com você o peso de sua própria bagagem.
Pois sou eu sua verdadeira e grande amiga!

Berná Fiuza

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