segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Botão de Rosa - Flor Menina

Berná Fiúza
Botão de Rosa – Flor menina
Em homenagem a Beatriz Andrade pelas suas quinze primaveras



Botão de rosa flor menina, formosa desabrochando
Em pétalas cristalinas no viço de teus verdes anos.
Botão de rosa em pétalas pequeninas, na singeleza da menina moça.

Teu fulgor flor menina, quando em botão viras rosa
Exuberante em tua natureza, sensual em tua forma
Flor de rara beleza no jardim de tua juventude

Flor menina insinuante, tão jovem e delicada
Ingênua em tua vivência, simplicidade de rosa menina
Despertando para a vida no esplendor de sua mocidade

Botão de rosa flor menina, não machuques o coração alheio
Quando abrires teu coração, alguém pode machucar o teu
Sendo ainda uma flor menina, com sonhos ainda em botão
Vai sofrer do amor tua primeira desilusão

Berná Fiuza .

sexta-feira, 30 de julho de 2010

CITAÇÕES

A razão é a única capacidade humana que pode nos ajudar a resolver o problema da existência ou, pelo menos, a diminuir o sofrimento que faz parte da vida humana.
Sigmund Freud

O escritor original não é aquele que não imita ninguém, mas sim aquele que ninguém pode imitar.
François Chateubriand

Bondade é amar pessoas mais do que elas merecem.
Joseph Joubert

Mil dias não bastam para aprender o bem; mas para aprender o mal, uma hora é demais.
Confúcio

O destino não é uma questão de chance; é uma questão de escolha. Não é algo para ser esperado;é algo para ser alcançado.
William Jennings Bryan

Os homens nunca usaram totalmente os poderes que possuem para promover o bem, porque esperam que algum poder externo faça o trabalho pelo o qual são responsáveis.
John Dewey

Os que nunca voltam atrás em suas opiniões, amam mais a si mesmo que a verdade.
J.Joubert

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Gosto Tanto De Ti

Berná Fiúza

GOSTO TANTO DE TI

Gosto tanto de ti de estar contigo nesse refúgio sereno.
Que são teus braços protetores, como se nada do mundo me atingisse.
Gosto de ouvir tua voz serena quando estou agitada ou nervosa,
Que como um calmante me acalma e me faz voltar a si.

Gosto quando me olhas e me sorrir, dizendo-me como estou bela
Como se estivesses vendo-me pela primeira vez, no nosso primeiro encontro.
Adoro tuas palavras de amor que sussurras ao meu ouvido, fazendo vibrar meu coração,
Num jantar a luz de velas, trazendo-me em tuas mãos uma rosa vermelha.

Diz-me sempre com sorriso aberto:
Que te dei e te dou tanto todos os santos dias.
Mesmo dizendo-me isso, não me lembro de ter te dado mais,
Do que me das diariamente, carinho, amor e compreensão.

Sendo tu mais sensível, percebe detalhes do dia a dia,
Já a rotina me cansa não sei lidar muito com isso.
Memorizo mesmo são datas especiais ou momentos marcantes.
São tantas atribulações durante o dia, que algumas vezes esqueço teus gestos de ternura.

Mas teu amor presente e constante em minha vida,
Sempre me faz notar minha displicência casual.
Tu dizes que não liga, pois é de minha própria essência.
O que sentes por mim é tão intenso, que vês em mim a mulher ideal.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Grande Amiga

A GRANDE AMIGA

Andando por uma rua esbarrei numa mulher cansada
Parecia curvada com sua bagagem pesada.
Pensei comigo: Pobre mulher Vou dar-lhe uma ajuda!
Quando cheguei perto dela fiquei admirada:

Tinha uma energia vibrante e os olhos cheios de luz.
Com sensação de dúvida ofereci-lhe os meus préstimos,
Timidamente disse-lhe que só queria ajudá-la
A carregar-lhe a bagagem pesada.

A mulher deu uma gargalhada alegre e despojada,
Isso mexeu com meus brios, deixou-me indignada!
Bem feito para mim, por interferir na vida de quem passa.
A mulher então me disse: – è você quem precisa de ajuda,

Não me reconhece? Dou-lhe coragem em seus medos,
consolo-lhe em suas aflições, lhe tanquilizo em seus receios,
Estou sempre presente mesmo quando não sou chamada
Em todos os momentos de sua vida atribulada,



Sou sua companheira fiel nos festejos e nas andanças,
Digo-lhe verdades verdadeiras, quando delas precisa ouvir
Sou eu quem lhe abraça quando da solidão é você a escolhida,
Mesmo consciente de que sou a última em sua lembrança.


Escuto-lhe sem falar de mim, com paciência e atenção,
Seus sucessos, seus fracasso, suas coisas do coração.
Estou sempre ao seu lado procurando lhe compreender,
Tem sempre meu ombro amigo para extravasar suas emoções

Socorro-lhe em seu momento de angústia vibro com suas vitórias
Se me vir curvada é sua bagagem que carrego comigo,
Por isso, não posso dividir com você o peso de sua própria bagagem.
Pois sou eu sua verdadeira e grande amiga!

Berná Fiuza

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Panorama

A tarde declina mansa na praia. Ao longe se descortina a enseada.
Num cenário de fundo, o pico da montanha no horizonte.
Sob a neblina que se forma ao cair da tarde sobre o oceano.
Dando-lhe um toque de magia e de mistério!

As ondulações do mar serpenteiam sua borda.
No fluxo e refluxo das marés, em ritual incessante.
O ocaso em nesgas de fogo tinge de rubro o horizonte.
Uma bola vermelha em pouso no espaço infinito.

O vento agita as longas folhas das palmeiras.
E carrega as areias formando pequenas dunas.
Gaivotas cruzam o céu em revoadas.
Conchinhas na espuma das ondas, são pontos brancos sob as águas.

Águas vivas de pernas longas, trazidas pela corrente dos mares
São jogadas inertes sobre as areias úmidas.
Em indolência, o entardecer está indo embora.
Um sabiá canta! Anunciando o desabrochar da lua.

Berná Fiuza

Minha Alma

Minha alma é o beija-flor sugando o néctar das flores
É a borboleta deixando o casulo...
Minha alma é o sábio, que ainda não aprendeu tudo...
É o andarilho em busca da verdade de si mesmo

Minha alma é a chuva regando a terra seca
É o adubo da terra fértil se fecundando
Minha alma são gotas de orvalho na relva verde
É o vento transportando a semente a terras distantes

Minha alma são estrelas brilhando no universo
É a lua enluarando a noite longa
Minha alma é o sol iluminando o mundo
O amanhecer de um novo dia...

Minha alma é a fé fortalecendo o crente.
É a oração a Deus de um aflito...
Minha alma é a inocência do puro.
A comunhão do Divino com o espírito.

Berná Fiuza