segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Panorama

A tarde declina mansa na praia. Ao longe se descortina a enseada.
Num cenário de fundo, o pico da montanha no horizonte.
Sob a neblina que se forma ao cair da tarde sobre o oceano.
Dando-lhe um toque de magia e de mistério!

As ondulações do mar serpenteiam sua borda.
No fluxo e refluxo das marés, em ritual incessante.
O ocaso em nesgas de fogo tinge de rubro o horizonte.
Uma bola vermelha em pouso no espaço infinito.

O vento agita as longas folhas das palmeiras.
E carrega as areias formando pequenas dunas.
Gaivotas cruzam o céu em revoadas.
Conchinhas na espuma das ondas, são pontos brancos sob as águas.

Águas vivas de pernas longas, trazidas pela corrente dos mares
São jogadas inertes sobre as areias úmidas.
Em indolência, o entardecer está indo embora.
Um sabiá canta! Anunciando o desabrochar da lua.

Berná Fiuza

Minha Alma

Minha alma é o beija-flor sugando o néctar das flores
É a borboleta deixando o casulo...
Minha alma é o sábio, que ainda não aprendeu tudo...
É o andarilho em busca da verdade de si mesmo

Minha alma é a chuva regando a terra seca
É o adubo da terra fértil se fecundando
Minha alma são gotas de orvalho na relva verde
É o vento transportando a semente a terras distantes

Minha alma são estrelas brilhando no universo
É a lua enluarando a noite longa
Minha alma é o sol iluminando o mundo
O amanhecer de um novo dia...

Minha alma é a fé fortalecendo o crente.
É a oração a Deus de um aflito...
Minha alma é a inocência do puro.
A comunhão do Divino com o espírito.

Berná Fiuza